
O Centro Espírita Porto da Paz conta com uma numerosa equipe afinada com a causa social, e que há muito se movimenta em verdadeiras ações de solidariedade. Várias são as oficinas de trabalhos assistenciais promovidas e realizadas pela entidade e, entre elas, o Sopão Fraterno do Porto da Paz.
Com a doação dos alimentos de alguns supermercados, a equipe reúne-se todas as sextas-feiras, prepara e distribui uma deliciosa “sopa solidária”, que beneficia e alimenta direta e indiretamente cerca de 300 pessoas. Ainda nesse dia, outras três Oficinas de Trabalho funcionam a todo vapor: Os Barbeiros da Fraternidade, Grupo das Gestantes e o Bazar Anália Franco.
A entidade não recebe recursos oficiais e não tem dízimos; sempre contou com a ajuda, apoio e colaboração da comunidade local, a renda dos eventos que realiza, e do empenho de atenciosos e comprometidos empresários sensíveis à causa social.
Entre várias outras Oficinas de Trabalho, o Sopão Fraterno é carinhosamente considerado a “menina dos olhos” pelo Departamento de Promoção e Assistência Social da entidade.
Envolvendo cerca de 15 colaboradores, entre trabalhadores fixos e voluntários, o trabalho de seleção dos alimentos, confecção e preparo do alimento começa pontualmente às oito horas da manhã de sexta-feira. “Chegamos cedo e logo vamos selecionando os alimentos com todo o cuidado e higiene, é um trabalho silencioso, onde o amor é o melhor tempero que se pode dar”, enfatizam seu Floriano e dona Alice e Ivete “a secretária da casa”, os primeiros a chegarem. Mas, na realidade, os serviços já começam no dia anterior, na captação dos alimentos nos locais de doação, feitos por Henrique Silva e Alieso Lage.
O Sopão Fraterno só se torna possível graças aos alimentos doados pelos Supermercados Cambuí, Porto Sol, Superkilão da Feirinha, Hortifruti XV de Novembro, além de pães e leite oferecidos pela PH Contabilidade, Aram Pneus, Refrigeração Minas Bahia, Posto Catavento e Veloso Contabilidade, todos de Porto Seguro.
A distribuição é feita na própria sede da entidade, sempre a partir das 16:00 horas. “O Sopão me ensinou a dar mais do que receber, é um trabalho que se faz sem esperar troca, é uma experiência única que só quem participa pode entender”, afirma Arlete Oliveira – há nove meses coordenando os trabalhos, substituindo Miralva Norberto que durante oito anos coordenou a equipe do Sopão.
Além de beneficiar a comunidade carente do Campinho, a sopa também é distribuída na Vila Vitória, no sábado pela manhã. Outra equipe comandada por Henrique Silva e Sérgio Rodrigo, faz com que a sopa chegue e seja distribuída na Delegacia. “Saímos às quatro e meia da tarde com a sopa colocada em baldes, e no local são transferidas para vasilhames, onde inclusive é servida por duas detentas, que colaboram na distribuição do alimento junto aos outros presos nas celas. Foi com uma sobra de sopa de dois anos atrás, que surgiu a idéia de distribuir na Delegacia da BR367. No início foi um pouco difícil, mas logo depois engrenou. Os detentos vêem a sopa como um almoço de domingo, e isso, já é muito gratificante”, comenta Henrique Silva, que trabalha com afinco há mais de 12 anos no projeto do Sopão.